"Agucia Antonieta do Pranto Divino"

3/12/2009

O Anjo que morreu de amor


Se não houvesse lagrimas
Para que deste rosto não pudesse rolar
Se não houvesse tristeza
Para que neste não pudesse lamentar

Roubaria alguns sorrisos
Para em seus lábios poder nascer
Uma fonte de água nasceria pelos rios
E toda madrugada iria amanhecer

Mas a resposta vem
Nada se pode fazer
A tristeza nos seus olhos não se contem
Saudade do momento de te perder

Já não resta mais misericórdia
Já não adianta pedir perdão
Este ser que agora chora
Corre perdido por este chão

Em estranhas vielas
Pede ajuda por seu erro
E vendo acesas as velas
Tenta salvar dando o ultimo berro

No chão uma fina chuva cai
Pobre do inocente que morreu
Como um raio ele se vai
Abandonado por um amor que perdeu

Este mesmo que sobre o seu corpo
Lamenta pelo destino que deixou
Acaricia o rosto morto
Lábios frios que não beijou

Se não houvesse tempo
Se não houvesse razão
Sua vida não teria perdido
Sua escolha seria a paixão

Se ele pudesse te ouvir
Também não adiantaria mais
Você o impediria de partir
Seu anjo voar para o céu...
Jamais


Dana Oliver

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