"Agucia Antonieta do Pranto Divino"

1/02/2009

Silêncio dos Amantes



E no barulho do silêncio uma voz se ascendeu
Talvez um decifrável algo enigmático.
Que nos domina, e nos enchi os olhos.
Como sombra em tal altar...
Como mistérios em qualquer floresta...
Inesperada saudade, desconhecido jeito de gostar.
E uma vontade arrematante de querer provar do mais
Sentimentos que dominam o coração
O sabor de um beijo que nunca sentiu
A delirante essência do desejo
O desespero de nunca perder algo que ainda não teve
Tenho pena de ser poeta e conhecer as palavras
Por mais queria era ser louco
E declamar minhas emoções em sua janela
Mas se penso não insisto, e desisto de correr sua rua,
Para gritar o seu nome...
Por que meus sonhos foram tomados por ti
E meu cheiro traiu-me
E se fecho meus olhos...
Posso imaginar suas mãos percorrendo meu corpo
Assim como a primeira vez que nos amamos
E a voz que surgiu no silêncio,
São sussurros dos amantes,
Amargurados por possuir suas amadas apenas noite adentro
Quando deixarei de dividir?
Quando não for mais poeta
Arranco-te destes braços
E entregados a loucura nos amaremos infinitamente
Por enquanto tenho a chance de te amar unicamente,
Meu único jeito de te amar como mulher.


Dana Oliver

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